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terça-feira, 10 de abril de 2012

Historia do Cinema Africano

Segundo historiadores da época, o cinema iniciou-se no finalzinho do século XIX, mas específico em 1985, na França, onde dois irmãos tiveram o papel sublime de criá-los, chamados de Louis e Auguste Lumière. Na primeira metade deste século já havia sido criado à fotografia possibilitando ainda mais a criação revolucionária desta época que foi o cinema. Não deixando isso de lado podemos ter uma base que vai ser de grande ajuda pra entender como surgiu o cinema no continente africano.
Dentre várias coisas, iremos destacar o que mais se destacou como arte neste século.
O cinema e as utopias da nação

Em seu livro "La projection nationale: cinéma et nation", J-M. Fredon (1998) se dedica não só à análise das formas como as grandes nações se enfrentam pelo controle da hegemonia no campo cinematográfico, bem como traz uma interessante leitura dos procedimentos de "ficcionalização" das fantasias nacionais ao longo da história do cinema. Segundo o autor, o cinema, cuja invenção coincide, nesse fim do século 19 com a instalação da "forma nação" como modelo político dominante, foi o instrumento e o meio de identificação ou de projeção (imaginaria ou simbólica) que os Estados encontraram e utilizaram, mais ou menos deliberadamente, para construir e fixar o elemento nacional.

Antes de ser visto como um difusor de diversidade cultural, o cinema serve, entre outros propósitos, para consolidar a imagem que cada nação tem de si mesmo. O que leva J. -M. Frodon a postular que a nação e o cinema resultam de um mesmo movimento, de uma mesma dinâmica, isto é, a "projeção", no sentido técnico e simbólico, e que corresponde ao gesto de oferecer a uma comunidade uma imagem e um relato maiores do que aquilo que os gerou.

É desse movimento que surgem os filmes coloniais franceses. Questionar, depois de um século, o cinema colonial, é, como sublinha o historiador Pascal Blanchard (2002), tocar a questão da constituição da "identidade utópica de uma nação que projeta as suas próprias fantasias sobre a tela". O cinema colonial francês é portador de uma rica iconografia reveladora da "superioridade da civilização ocidental sobre as civilizações exóticas". São filmes feitos diretamente das colônias e compõem hoje um corpus que informa sobre a sociedade francesa do século passado e ajuda a entender a elaboração de um imaginário coletivo e os dispositivos simbólicos pelos quais essa sociedade construiu o seu olhar sobre outro mundo.

Pascal Blanchard, por outro lado, destaca a continuidade existente entre o cinema colonial e a pintura, a literatura e a fotografia da época colonial. Os filmes coloniais, como era de se esperar, vão beber na mesma fonte dos estereótipos e representações imaginárias comuns da época. Cada filme colonial acentua os benefícios da colonização. Mas, ao projetarem as fantasias de uma França colonialista para outros franceses, os filmes coloniais se tornam também um exercício de representação do outro em forma de espelho deformador. As imagens estereotipadas concernem, em primeiro lugar, aos negros. Ao contrário do africano do norte e dos autóctones da Indochina, o negro africano é mostrado como alguém de cômico, alegre, satisfeitos da sua condição.

Esse movimento de convergência entre o cinema e a nação vai logicamente desembocar na consolidação das identidades nacionais, mas também na constituição das cinematografias nacionais tais como as conhecemos hoje. As origens remotas do cinema africano são fortemente imbricadas com as vontades de superação da filmografia colonial francesa.


O cinema na África ou a re-apropriação do gesto de auto-representação



As cinematografias africanas são contemporâneas dos períodos das independências dos países africanos, o que faz delas as mais jovens cinematografias do mundo. Na África o cinema se construiu como uma luta pelo direito a imagem, isto é, uma forma de autodeterminação pela imagem. A partir dos anos 60, a maioria dos países africanos de língua francesa acaba de aceder à soberania nacional; a produção cinematográfica é ainda incipiente. No entanto, nota-se, de forma embrionária, a imbricação do cinema com o destino político cultural das jovens nações africanas. O compromisso quase ético da primeira geração de cineastas africanos como o
projeto político das nações africanas determinou para sempre o rumo e os objetivos das cinematografias nascentes.

Os primeiros filmes realizados pela primeira geração dos cineastas africanos podem ser lidos e interpretados como uma reação contra a iconografia acumulada durante o período colonial. A realização do primeiro curta, "Afrique sur-Seine", por um grupo de cineastas negros, representou não somente um alargamento da experiência cinematográfica a outros povos (no plano da produção de imagens), bem como simbolizou a era de novas contribuições, no plano estético, na história do cinema.
As primeiras e tímidas vontades dos jovens governos africanos de se dotarem de infraestruturas cinematográficas foram também maneiras de quebrar a dominação colonial pela imagem. Mas, a difícil consolidação dos estados modernos na África e a falta total do conceito de nação fazem com que a aplicação da noção de cinematografia nacional aos filmes africanos continue ainda problemática. As primeiras vontades políticas no setor cinematográfico nas primeiras horas das independências foram de curta duração. Há meio século, a história do cinema africano continua sendo uma história de individualidades que realizam seus filmes com recursos escassos. Em virtude de seu contexto de produção marcado pelo subdesenvolvimento, o cinema africano se destaca na história geral do cinema por vários traços idiossincráticos que são de ordem espacial e temática. Estes traços funcionam, pelas comodidades teóricas, como um denominador comum entre os trabalhos dos diversos cineastas espalhados pelo continente. André Gardies (1989), por exemplo, relaciona uma das singularidades do cinema negro-africano à maneira como o espaço é figurado nos filmes africanos. Para Gardies, as modalidades de representação do espaço africano na tela acabam por simbolizar todo um movimento de emancipação e de re-apropriação territorial decorrente das independências. Por outro lado os modos de figuração do espaço africano denunciam a própria dificuldade que há de apreender as escassas produções cinematografias africanas a partir do parâmetro de nação:

"Estado, nação, pátria são conceitos não tão evidentes sobre este continente. O espaço africano ostenta ainda grandes zonas de turbulências. Precisamente, esta busca, esta reconquista, esta lenta e difícil re-apropriação se leem, de certo modo, através da produção cinematográfica (GARDIES, 1989, p. 9)."

Os temas políticos e sociais abordados nos filmes africanos de hoje e de ontem estão aí também para lembrar que os cineastas africanos continuam engajados numa estética do cinema de urgência. Com o fim da colonização, os novos problemas trazidos pelas independências passam a ser tematizados nos filmes africanos, a aventura cinematográfica no continente africano toma outros rumos e os cineastas se engajam
em novos combates. Porém, de modo geral, podemos dizer que os filmes africanos tiram seus temas de duas fontes inesgotáveis: os mitos africanos e a realidade da África moderna. Os trabalhos dos cineastas africanos da primeira e da segunda geração se inserem numa linha de denúncia social e política. A luta contra a corrupção, a crítica a costumes retrógrados e a falta de democracia, são exemplos de temas recorrentes nafilmografia africana. Inclusive quando a rica mitologia africana² é revisitada por alguns cineastas da nova geração, é sempre em contraposição à modernidade mal consumada em todos os países africanos. Esta volta às fontes ancestrais e à "África pura" constitui de certa, um prolongamento do projeto de autoafirmação cultural já presente na literatura e na poesia negro-africanos.

Com isso encerramos o que há de melhor do cinema na África nesse período do século XIX.

Mídia africana

   Os meios de comunicação na África estão se expandindo rapidamente devido aos avanços nas telecomunicações, telefones móveis especialmente e da internet. Ao aprender dos países desenvolvidos, a África não foi forçada a "reinventar a roda". Os africanos são um povo resistente e embora os recursos tenham sido limitados às vezes, tem produzido pessoas que poderiam ser referidos como uma verdadeira 'gigantes da mídia ". Em reportagens jornalísticas, muitos africanos ganharam prêmios internacionais de mídia. Ao escrever prosa e poesia, muitos prêmios foram também ganhou por africanos, e na África agora reivindica uma Laurete Nobel da Literatura, Prof Wole Soyinka da Nigéria.
   Em 1794 a prensa chegou pela primeira vez em África entregue em Freetown, Serra Leoa, mas esta foi destruída por um grupo francês antes de poder ser utilizado. Quando uma outra prensa chegou em 1800, o jornal Sierra Leone Advertiser (Anunciante de Serra Leoa) começou a ser impresso.
   Os avanços na comunicação via satélite, e sua disponibilidade na África (alguns países do continente têm seus próprios satélites de comunicação) fez com que algumas estações de televisão locais agora sejam vistas fora de suas zonas de difusão terrestre.
e essa parte ae q e pra botar no trabalho

Bibliografia:
http://en.wikipedia.org/wiki/Media_of_Africa

A Pintura na África

       O continente africano sempre foi conhecido por ser um continente ‘pobre’ em relação a algumas situações em algumas partes da áfrica, mas ele também possui uma cultura extremamente rica que de certa forma é ‘desconhecida’ pelas pessoas como, paisagens naturais, dança, culinária, pintura, entre outros.

       A pintura africana no século XIX foi marcada por serem feitas com cores vibrantes que acabou virando uma característica na pintura e ficou conhecida em todos os lugares do mundo. As cores fortes deram e dão até hoje vida a pintura africana.

       No final do século XIX muitos artistas africanos baseavam-se na representação de animais do deserto do Saara como:
  • Bubalus Antiqus (Pinturas de animais selvagens, como o búfalo)
  • Período Pastoralista (Pinturas com menor preocupação com o naturalismo)
  • Período do Cavalo (Pinturas de animais domésticos, como os cavalos)
  • Período do Camelo (Pinturas onde o camelo é a peça-chave das obras)

     Com o passar do tempo a pintura africana foi evoluindo e passaram a se expressar através da pintura de uma forma diferente, através de pinturas em vidro recuperado. Hoje em dia podemos observar que essas pinturas em vidro retratam fatos que acontecem no quotidiano das pessoas.
     No início do século XX a pintura ainda tinha uma dependência de certa forma do continente africano, pois não era só colônia dos países da Europa, sua arte também estava associada com a arte européia.

      Com o passar do tempo a arte pitoresca da África foi crescendo muito, mas por falta de técnicas, instrumentos artísticos que os auxiliassem, eles tinham que buscar recursos em outros lugares o que dificultava a expansão cultural da pintura. A partir da década de 1960 surgiu um novo movimento em uma parte da África mais precisamente na Nigéria e em Moçambique, quando o pintor moçambicano Malangatana Valente deu uma nova idéia sobre a forma de se expressar através da pintura, retratando cenas dramáticas, brutais e de angústia.

       A partir do ano de 1990 a tecnologia começou a fazer parte da pintura africana como workshop que proporciona uma variedade de cores e desta forma cria-se um novo tipo de decoração.

       Nos dias atuais a pintura na África é muito moderna com vários métodos, várias cores, vários estilos de se criar arte.

                                 
                             Monstros grandes comendo monstros pequenos 1961 - óleo s/unitex - 120 x 153 cm

                                    
                                        
                    Julgamento de militantes da Frente de Libertação de Moçambique 1966 - óleo s/unitex - 87 x 122 cm

Biografias: